Bem, antes de tudo quero lhes apresentar meu novo blog. Não pretendo deixá-lo luxuoso e nem seguir os padrões de blogs tradicionais, até porque meu blog tem objetivo pessoas alternativas de inúmeras maneiras mas que concordam diretamente que a modernização do futebol tem trazido sérios problemas, talvez irreversíveis, dentro das canchas mundo a fora.
Como se não bastasse ser uma história com pouquissimas fontes, e pouco seguras, a história do clube começa a ser difícil de entender pelo fato de que, na minha opnião, se deve aceitar que o Esporte Clube Passo Fundo nada mais é que o 'Grêmio Esportivo e Recreativo 14 de Julho de Passo Fundo' com outro nome e com uma cor adicionada, a pior, diga-se de passagem.
Bem, para entender melhor de maneira mais fácil vou explicar resumidamente, já que meu próximo post deve ser voltado para a história do Passo Fundo na minha opnião e mais aprofundada: em 1921 funda-se em Passo Fundo o GER 14 de Julho, situado em alguns diversos lugares até se instalar definitivamente no local onde hoje é a rodoviária municipal e ficar lá até 1969, na saudosa “Baixada Rubra”, um lugar que eu faria de tudo para ter conhecido, quando 4 anos depois de ter anunciado a construção de um Gigante num novo Bairro que estava a surgir na cidade, um pouco mais afastado(Vide Foto), onde se situa até hoje o Estádio Monumental Vermelhão Da Serra. O 14 de Julho foi o rival do SC Gaúcho até o ano de 1985, ano pelo qual os dois clubes passam por uma crise devastadora e se tem a infeliz idéia de se unir para disputar a Série B do Gaúchão em 1986 como “Esporte Clube Passo Fundo”, campeonato pelo qual o clube conquistou o título e o acesso para a Série A. Acredito que divergências deviam ser bastante acintosas dentro desta direção, tanto que, em 1987 o clube do Boqueirão resolve se afastar, sobrando somente os dirigentes do 14 de Julho e as novas caras que por lá rondavam, porém, se voltasse a se chamar 14 de Julho, o clube perderia a chance de disputar em 1987 a primeira divisão do estadual, fato que motivou que se mantivesse o nome, que se mantém até hoje. Prova disso, foi que anos depois se retirou a cor verde, voltando o clube a ser alvirubro, e o seu Brasão foi adaptado para que se parecesse mais com o símbolo do 14 de Julho. Isso tudo foi lamentável para a história do clube, que perdeu caracterização e cultura com isso, fato que já vem sido recuperado, motivado principalmente pela DDP, com o projeto de restaurar a história do clube, desde 2005.
A medida que crescemos com este projeto de revitalização da real história do clube, nosso co-irmão desce, se afunda em processos e dívidas intermináveis que não resolvem e não resolverão nada, pois no fim, o estádio que ostentou a glória de ser Campeão Gaúcho da Série B pelo Passo Fundo vai abaixo, o que me deixa preocupado. Pois acima de tudo sou um amante do futebol alternativo, e ver uma cancha que está lá desde os anos 50 ir abaixo será uma dor muito grande, mas não é assunto para se tratar dentro de um blog que se espera repercussão de torcedores Quatorzeanos. O grande problema está em vermos Periquitos usando o Monumental, é bastante constrangedor para a gente ter de ceder, seja lá por quanto, nosso estádio ao nosso rival, isso porque é nele em que está enraizado toda nossa essência. Na minha opnião o Vermelhão da Serra nada mais é que o 14 de Julho em matéria pura, cada pedaço de Estádio é o 14 de Julho, é a nossa história encravada num barranco, tudo está lá, as cores, a camisa, o brasão, os torcedores que já se foram, os eternos jogadores e todos que suavam sangue pelo saudoso 14 de Julho, está tudo ali em forma de concreto puro. e que dá suporte para seu sucessor, que é cria do mesmo berço, da mesma gente e com o mesmo ideal.
Um fato importante e que foi perdido na história do nosso clube é que o clube é o time de operários, para quem não está muito por dentro, antigamente, quando os clubes estavam sendo fundados eles eram basicamente divididos politicamente, quase sempre começava-se com o time dos magnatas, aqueles que tinham dinheiro para tudo pois os próprios jogadores eram empresários, comerciários e etc, na nossa cidade este clube é representado pelo SC Gaúcho, alguns outros clubes como o ‘Cruzeiro’ (1931) que era o time dos Brigadianos, o ‘Riograndense’ era o time dos Ferroviários e foi fundado em 1925, durante muitos anos só funcionários Ferroviários jogavam no time. E por fim, o tipo de clube que costuma ser com as históriuas mais lindas, o time dos Operários, o time dos Estudantes, dos Trabalhadores, este na nossa cidade começou se chamando 14 de Julho e hoje Esporte Clube Passo Fundo e nada disso é atoa ou não tem importância dentro da nossa história, pelo contrário, isso faz ser o que somos até hoje, somos o reflexo disso.
Ao analisar o livro “Os donos da Bola” de Lucas Scherer (Diga-se de passagem um dos únicos periquitos gente boa que conheço) foi onde tirei muita coisa para criar uma opnião sobre a história do meu clube, mas um trecho do livro me chamou muito atenção e que explica muita coisa: Ao falar do Campeonato Citadino de 1926, cita-se um QuaGa lendário, isso não só porque traz uma vitória do 14 de Julho no estádio do Rival por 3 a 2 mas pelo comentário da mesma:
“O jogo foi uma grande confusão. A
cada gol do 14 de Julho, a torcida entrava em campo e começava a festa (e,
obviamente, a briga com jogadores e torcedores do Gaúcho). Muitas pessoas
sacaram armas e os soldados da Brigada Militar tiveram que conter a multidão
com espadas! O primeiro tempo encerrou depois de aproximadamente duas horas e
dez minutos. Alegando não suportar a pressão, o árbitro Jorge Lobo foi
substituído por Maurício Langaro.”
Bem, depois de ler isso nunca me
restou dúvidas de que tipo de gente somos, e acredite, não somos tão poucos e
nem pouco loucos. Quero tratar de muitos assuntos relacionado a história
(Passado e Presente) do futebol de Passo Fundo, por isso peço que para quem
curtiu minha primeira postagem que ajude divulgando no FaceBook e comentando
aqui.
Boa semana a todos.
Boa semana a todos.

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